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domingo, 10 de fevereiro de 2013 2 comentários

Malas

Ora o dia aproxima-se, as despedidas quase feitas e posto isso já comecei a fazer a famosa mala de "emigração"! E como se sabe, indo de avião a coisa complica-se quando o espaço disponível e o peso entram em campo vestidos cada um com as suas exigências...posto isto passo a indicar sugestões e mais ou menos o que levarei.

- Sacos de vácuo, fantásticos quando o espaço é pouco e a roupa é muita. Só tenho é de passar tudo a ferro nos próximos dias.
- Cabine de medicação, acabei por levar aquelas coisas que todos nós tomamos em caso de doenças comuns, Brufen, Paracetamol, antihistaminicos (alergias), um antibiótico para SOS e lentes de contacto para 3 meses.
- Livros...os que pude levar dado o peso. Vou levar um nas mãos ( One day ) e espero conseguir passar pelo check-in com o peso ao limite.
- Roupa para inverno para já...e tudo o que conseguir por nos sacos (vácuo). Entre o formal para o trabalho e misturado com o informal/desportivo para as outras coisas, penso que tenho o suficiente.
- Portátil, discos externos, headphones com micro, teclado extra (por lá, não se vende teclados PT-PT como é óbvio e para quem não sabe, as teclas mudam e deixaria de usar acentos nas palavras por exemplo :) ).
- Sapatos, toalhas e penso que seja tudo.

O restante que devo levar (mais livros que tenho para ler e roupa), segue através de um sistema de entregas que depois conto como será a aventura do mesmo.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013 3 comentários

Chocado...

Pergunto-me como é que uma pessoa destas, existe.

Como é que alguém, perante a óbvia destruição da economia do pais e após ele mesmo ter recebido dinheiro do estado se não a coisa corria-lhe mal, tem a lata de se colocar na pele de um pobre e ainda mais referir que ser sem-abrigo é algo "normal" à condição humana e que este quase que nem precisa de mais para viver que isso. 

A crise onde nos encontramos, foi gerada pela banca. Após a retirada dos sistemas e regras de funcionamento que foram implementadas após a Grande Recessão em 1929, voltámos a estar totalmente expostos como estivemos nos anos anteriores a isso e cá estamos. Banca falida, governos sem financiamento e uma tremenda especulação nos últimos anos, colocou milhões de pessoas no desemprego e na fome uma vez mais. Pergunto-me é, até quando. A crise de 1929, só começou a ser recuperada quase 10 anos depois e mesmo assim, só foi "resolvida" com a 2ª Grande Guerra e a industrialização de vários países novamente, em armamento. Esperemos não ir para o mesmo caminho desta vez...
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Familia


Se há algo que me torna ainda mais emotivo, é a presença dos meus avós. Estive com eles nestes dias e para mim, são um casal perfeito e uns familiares de quem me orgulho ainda mais. Típicos velhotes, mas apesar da idade avançada que ambos têm e as muitas mazelas de saúde inerentes a isso, continuam a amar-se, a provocar-se e das coisas que mais adoro fazer na sua presença é sentar-me a ouvir as histórias de um e de outro quando eram novos e como o outro reage, perante a discrição meiga de quem a estar a contar. Esta semana foi deveras complicada para mim, mais de 800 km a conduzir, pouco mais de uma dezena de familiares de quem me despedi com um "Até já", mas nunca sentimos as coisas com essa simplicidade, tudo parece um Adeus, quando não moramos perto de alguém de quem gostamos e nos temos de despedir para mais uma temporada sem os ver presencialmente. 

São residentes de uma pequena aldeia no coração de Trás-os-Montes e cada vez há menos pessoas a morar por lá e crianças só haverão cerca de duas. Além de para terem a noção, a minha família directa, são os mais velhos e mais novos daquele local. Isto é algo que me custa e ainda para mais, porque eu sou mais um dos netos que vai para fora. Como expliquei anteriormente, não o faço de forma nem definitiva, nem desesperada. Foi algo muito pensado e na minha área, eu de facto preciso de estar mais à frente e actualizado. Não é algo que eu aprenda hoje e me sirva para a vida toda, sendo a minha qualidade de profissional ligada directamente à minha capacidade de aprendizagem e a resposta no momento. De qualquer forma, contarei como mais um e até voltar, serei-o. 

Tranquiliza-me neste lado familiar e no que vos descrevo, é pensar e querer nunca esquecer as minhas raízes e de onde vim. O facto de já ter viagens marcadas ao longo do ano para estar em Lisboa e também os rever no norte de Portugal. E não desistir de querer formar a minha vida, neste nosso Portugal e não noutro local do planeta.